O Brasil está em último lugar na evolução de gastos com educação entre os nove países em desenvolvimento mais populosos, afirmou o diretor de educação básica da UNESCO, Vítor Ordun~ez, durante a Conferência Nacional de Educação para Todos, encerrada ontem em Brasília (DF). O Brasil é o único país que registrou queda. Em 1992, gastou 18% menos com educação do que em 1989, segundo o IPEA. O Plano Decenal de Educação, lançado pelo Ministério da Educação em 1993, inclui entre as propostas o aumento dos gastos da educação para 5,5% do PIB. Hoje, os gastos são cerca de 4% do PIB. Na conferência, foram definidas ontem duas propostas. Uma delas é a fixação de um piso nacional de R$300,00 para os professores, iniciativa aprovada pelo ministro Murílio Hingel. Outra prevê que a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação e o Conselho de Secretários Estaduais de Educação participem das decisões de divisão de verbas do salário-educação (2,5% da folha de pagamento das empresas) distribuído pelo governo (FSP).