Os candidatos a deputado e senador que quiserem contar com o apoio político e a ajuda financeira dos 2,5 milhões de filiados das associações comerciais em todo o país terão de se comprometer, durante a campanha, a defender a produção, a ética e a geração de empregos. Quem assumir esse compromisso e não cumprir o prometido será denunciado como omisso ou traidor em 1.600 municípios, para que os eleitores fiscalizem sua atuação no Congresso. "Estamos preocupados com o Legislativo e pretendemos cobrar dos parlamentares a palavra empenhada com a comunidade", anunciou o empresário Guilherme Afif Domingos, presidente da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), ao lançar ontem, em São Paulo (SP), o Serviço de Proteção ao Crédito Político (SPCP). Ligado à Câmara e ao Senado por computadores, o sistema terá condições de acompanhar a votação no plenário e em 15 minutos informar aos empresários quem votou contra seus interesses. Além do jornal "Olho Vivo", que será distribuído aos formadores de opinião de todos os municípios onde funcione uma associação comercial, os empresários receberão também um boletim semanal com a avaliação do trabalho dos parlamentares. Um "Decálogo do candidato", que condensa em 10 mandamentos os compromissos exigidos dos políticos, será apresentado aos candidatos à Presidência da República. O leque de compromissos do decálogo é amplo. Vai desde o respeito aos princípios éticos e morais na vida pública ao combate aos monopólios e privilégios de empresas estatais ou privadas (JB).