Depois de ser o maior centro de negócios com ações no Brasil até meados dos anos 80, a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ) não tem até agora nenhum corretor que queira assumir seu comando. A direção ficará vaga a partir de dezembro, com a saída do atual presidente, Carlos Reis, a um ano do fim do mandato. Reis alega que precisa de tempo para se dedicar a seu banco, o Prime. "O que tinha que fazer pela bolsa já fiz. Assumi com um caixa de US$5 milhões e estou deixando US$18 milhões". Embora não diga publicamente, Reis guarda dois ressentimentos: não concluir o novo prédio da bolsa, cujas obras estão paradas há 10 meses, e a expressiva perda de mercado para a Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) (JB).