O ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero, disse ontem que a inflação de setembro poderá ficar abaixo de 1%. Disse que a maioria dos índices de preços apontam para uma inflação cada vez mais baixa, havendo casos de deflação. Ao fazer um balanço dos dois meses do Plano Real, o ministro disse que "o plano continua desmentindo prognósticos pessimistas", como o de que seria recessivo, de que haveria perda salarial, explosão de consumo, retirada em massa da poupança, queda nas exportações. Segundo ele, a receita tributária deverá ficar em R$5,2 bilhões em agosto (40% a mais que no mesmo mês de 93). Os fechamentos de contrato de câmbio de exportação em agosto estão mais altos que em julho: US$3 bilhões, contra US$2,7 bilhões. E os contratos de importação também estão crescendo: US$2,1 bilhões em agosto, contra US$1,8 bilhão em julho. O ministro informou, no entanto, que a base monetária (papel-moeda emitido mais reservas bancárias) atingiu R$7,763 bilhões no dia 29 de agosto, no conceito da média dos saldos diários. Mesmo com o crescimento de 144,5%, e ultrapassando o limite legal de R$7,5 bilhões, ele garantiu que "os dados da política monetária não trazem preocupação" ao governo. O presidente do Banco Central, Pedro Malan, espera chegar ao fim do trimestre julho-setembro sem ultrapassar o limite de expansão, de R$9 bilhões, que representa o teto original de R$7,5 bilhões acrescido da margem de segurança de 20%, prevista na MP do real (O Globo).