Com um total de seis medidas de desregulamentação na área de câmbio, aprovadas ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o governo espera, no curto prazo, aumentar a demanda de dólar, no mercado interno, o que elevaria a taxa, em um primeiro momento, e incentivar as exportações. Com as medidas, pode ser encontrada uma taxa de equilíbrio para o câmbio. No caso de a taxa do mercado continuar não sendo considerada ideal, o governo pode recorrer a outras medidas, inclusive as de restrição à entrada de moeda estrangeira no país. As medidas são: Liquidação futura-- É permitida para a contratação de qualquer operação cambial. Até agora só era admitida no comércio externo. Guia de importação-- Acaba a exigência da guia de importação para a contratação do câmbio. Antecipação de pagamento-- É permitida a contratação de câmbio para o pagamento antecipado de empréstimos ou financiamentos tomados lá fora. O governo acredita que a medida vai ter impacto, porque o setor privado tem uma dívida externa no total de US$22,5 bilhões e pode reduzir custos. Importações-- As operações de importação com prazo superior a 360 dias poderão ser financiadas integralmente a partir de agora. Pelas regras anteriores, o Banco Central exigia que o importador pagasse 20% do valor à vista. Remessas-- Passa de US$1 milhão para US$5 milhões o limite para remessas destinadas ao investimento brasileiro no exterior sem análise prévia do BC. Imóveis no exterior-- A autorização, que existia para as pessoas físicas, foi estendida para as pessoas jurídicas. Elas só podiam comprar imóveis através de suas subsidiárias. Em análise-- Está em discussão, e sob análise jurídica no governo, a criação de fundos que permitam ao residente no país adquirir títulos da dívida externa brasileira negociados no mercado internacional (O ESP).