O depósito definitivo para os rejeitos radiativos do acidente ocorrido com o césio-137, em 1987, em Goiânia (GO), deverá estar concluído entre abril e maio do próximo ano. Fará parte de um complexo integrado também por um contêiner para materiais não radiativos gerados pelo acidente e por um laboratório, a um custo total de cerca de US$9 milhões. A previsão para a entrada em operação do contêiner definitivo é do coordenador do projeto na Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Alfredo Tranjan Filho, que assumiu ontem a presidência da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN). Este mês, a CNEN transferirá para a área escolhida como depósito cerca de 40% dos rejeitos totais, ou seja, 2,4 mil toneladas de materiais não radiativos. Ao todo, o acidente com as cápsulas de césio-137 gerou seis mil toneladas de rejeitos. O complexo ocupa uma área de 130 mil metros quadrados, localizada a 23 km de Goiânia, a um quilômetro de Abadia de Goiás e a 400 metros do depósito provisório, onde se encontram, atualmente, os rejeitos. Após o acidente com o césio, a CNEN detectou indícios de contaminação-- de graus variados-- em 250 pessoas, sendo que quatro morreram (GM).