Um projeto ambicioso, que reúne quatro organizações não-governamentais (ONGs) pretende dotar o país de um super-banco de dados, com estatísticas e índices atualizados sobre a população de até 18 anos, começa a surgir. Trata-se da Rebidia (Rede Brasileira de Informação e Documentação sobre Infância e Adolescência). Além de reunir e processar os dados, a Rebidia vai se encarregar de difundir, via BBS, conferência eletrônica, estudos e seminários, informações estratégicas para reverter os indicadores sociais verificados nessa faixa etária. Com a criação das bases de dados e de um índice de bem-estar-- composto
82033 por seis indicadores-- é possível identificar os setores-chave para
82033 melhoria da qualidade de vida, explica Everaldo de Carvalho, um dos responsáveis pelo projeto na Pastoral da Criança, onde surgiu a idéia. Pelos cálculos de Everaldo, a montagem da rede deve consumir de US$2 milhões a US$4 milhões em três anos. A partir daí, o projeto se torna autofinanciado, com a prestação de serviços a instituições públicas e privadas. Para esta primeira fase, que vai reunir os dados do IBGE, Ministério da Educação, IPEA e da própria Pastoral da Criança, foram obtidos US$1,5 milhão. Os coordenadores estão montando um "show case" eletrônico para divulgar a Rebidia e conseguir novos financiadores. Além das bases sobre demografia, educação, sócio-econômica e saúde, já em fase de montagem, a rede terá a de legislação, a documentação, de políticas públicas, das ONGs e a de financiamentos. Enquanto finalizam seu termo de compromisso e captam financiadores, as quatro ONGs do projeto- - Associação Movimento Educacional Paulo Englaert, Instituto Equatorial de Cultura Conteporânea, Grupo Skell do Brasil, além da Pastoral-- fecham contratos para prestação de serviços. Já estão nos acertos finais os convênios com o Ministério da Educação e o da Saúde. Mas além desse público, a rede prevê a disseminação gratuita de informações em alguns fóruns de representação da sociedade civil como os Conselhos Municipais. Os responsáveis pelo projeto já estão montando o BBS e estudando a adoção de um dos números 900 da TELERJ-- reservados a fóruns de debates. Até o fim do ano a rede estará operando, inicialmente com dados de Curitiba (PR), onde fica a Coordenação Nacional da Pastoral da Criança (JC).