Deputados federais do PT em campanha pela reeleição têm sido obrigados até a pagar taxas para subir nos palanques do candidato do partido à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, e participar de comícios em alguns estados. "O diretório de Ipatinga exigiu que eu pagasse R$100 para subir no palanque", disse o deputado Paulo Delgado (MG). Ele recusou-se a pagar o "pedágio" e não poderá participar do comício de hoje. Os deputados do PT dão 30% do salário para os cofres do partido. Na véspera do último comício do PT na Praça da Sé, em São Paulo (SP), a deputada Irma Passoni (SP) foi informada, por telegrama da direção nacional do partido, que nenhum candidato poderia subir no palanque. Desde então, ela desistiu de ir a eventos em que Lula esteja presente e faz campanha sozinha. A proibição não é para todos. Dirigentes petistas que também são candidatos têm subido à vontade nos palanques de Lula, como o presidente nacional do PT, Rui Falcão, candidato a deputado estadual (SP), e o presidente do diretório paulista, Arlindo Chinaglia, que disputa uma vaga na Câmara. O deputado José Genoíno (PT-SP) disse que já se cansou de brigar com a burocracia. "Não dou mais bola para eles", disse. Proibido de participar do comício de Lula em São Bernardo do Campo (SP) no último dia 27, ele foi para o meio da multidão distribuir panfletos. "Muitos exigiram minha presença no palanque e não entenderam por que não pude ficar ao lado de Lula", comentou (O ESP).