O corregedor-geral eleitoral, Flaquer Scartezzini, abriu inquérito para investigar o uso da máquina do governo em favor do candidato do PSDB à Presidência, Fernando Henrique Cardoso. A investigação havia sido pedida na semana passada pelo procurador-geral da República, Aristides Junqueira. FHC e o seu vice, Marco Maciel, tem cinco dias para se defender. Os candidatos podem se tornar inelegíveis. Scartezzini também determinou notificação ao jornal "Folha de S.Paulo" para que em cinco dias entregue à Justiça os três bilhetes nos quais o ministro das Minas e Energia, Alexis Stepanenko, confirma o uso eleitoral da máquina. Num deles, o ministro determina a assessoria que a hidrelétrica de Xingó seja inaugurada antes das eleições. Stepanenko e o ministro da Integração Regional, Aluízio Alves, são os dois integrantes do primeiro escalão do governo suspeitos de atuarem em favor de FHC. Alves foi incluído na investigação por ter feito declarações admitindo que a obra de transposição do rio São Francisco poderia gerar dividendos eleitorais. Os dois ministros enviaram explicações ao corregedor. Stepanenko reconhece apenas a autoria de um bilhete, com sua assinatura. Diz que os outros não valem como prova. Mesmo assim, ele admite que tem exigido pressa dos auxiliares, "pois após a eleição as atenções dos servidores e do país voltam-se para o governo eleito". Alves negou a autoria da declaração na sua defesa, embora reconheça que "toda iniciativa do governo é eleitoreira" (FSP) (O ESP).