Pesquisa feita pelo Instituto de Engenharia mostrou que o Brasil desperdiçou mais de US$120 bilhões em 1993. A pesquisa é mais abrangente que a anterior, feita em 1992, e não evidencia, segundo o presidente do Instituto, Alfredo Mário Savelli, "qualquer mudança nem esforço sistemático para se reduzir o desperdício". Só em alimentos, as perdas atingiram US$5,4 bilhões. O consultor Yuichi Tsukamoto avalia que os custos da ineficiência chegam a US$150 bilhões. "Os desperdícios são custos que não geram valores para a sociedade", disse Savelli. "Sendo o PIB brasileiro o 10o. do mundo e estando o país classificado pela ONU em 63o. em qualidade de vida, conclui-se que essa diferença retrata uma soma enorme que compõe o PIB e que não reverte em benefício e melhoria de qualidade de vida da população", afirmou. Em 1993, o maior dos desperdícios originou-se das empresas estatais (US$60 bilhões). Em segundo lugar vieram as perdas com a inflação, estimadas em US$32,8 bilhões. Seguiram-se perdas vultosas em agropecuária (US$9,2 bilhões), construção civil (US$9,7 bilhões), energia elétrica (US$2,96 bilhões) e saneamento básico (US$1,2 bilhão) (O ESP).