ANGRA 2 NÃO SERVIRÁ APENAS PARA GERAÇÃO DE ENERGIA

O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), almirante Mário César Flores, disse ontem que o término das obras da usina nuclear Angra 2 é essencial para justificar a criação em nível de demonstração industrial do ciclo do combustível. Foi a primeira vez que o governo admitiu publicamente que Angra 2 não servirá apenas para a geração de energia elétrica. A Marinha enriquece urânio em escala experimental no Centro Experimental de Aramar (SP), mas somente com Angra 2 e outras usinas atômicas em funcionamento terá demanda para justificar a produção do combustível em escala industrial. O ministro afirmou que o Brasil está em "condições técnicas de superar o gargalo" do enriquecimento de urânio. Ele afirmou que o país está esgotando as minas de urânio de Poços de Caldas (MG), onde a Indústria Nucleares do Brasil (INB) produz urânio beneficiado. "Não há sentido investir na abertura de outras minas que temos no Brasil sem que haja a garantia da utilização desse minério", declarou Flores. E completou: Para isso, precisamos de Angra 2 (O ESP).