BRASIL CUMPRE PRAZOS PARA ELIMINAR CFC

O esforço conjunto da iniciativa privada, do governo e de organismos internacionais possibilitou que o Brasil pudesse cumprir os prazos e apresentasse seu programa de extinção do uso de CFC (clorofluorcarbono) e demais substâncias que destroem a camada de ozônio da atmosfera. A partir do ano 2005, a DuPont e a Hoechst não fabricarão mais o produto no Brasil. As informações foram prestadas por Fued Abdala, um dos coordenadores do grupo de trabalho e também presidente da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). Pelo programa, o Brasil se compromete a substituir todo o CFC de seus 35 milhões de geladeiras e equipamentos de refrigeração distribuídos em cerca de um milhão de instalações comerciais e industriais; parar de fabricar produtos que consomem esses gases; interromper a produção gradativamente desses produtos; e reduzir a exportação. A adesão do Brasil ao acordo se tornou uma realidade prática em julho em Montreal, no Canadá. O Protocolo de Montreal firmado em 1987, como é chamado o programa, é subscrito por 101 países, constitui um fundo de US$9 bilhões, com os recursos proporcionais dos países que mais destruíram a camada de ozônio. O Brasil receberá US$900 milhões desse fundo, parceladamente, e os recursos serão destinados às empresas que tiverem seus projetos aprovados pelo comitê técnico do programa (O ESP).