Os bancários querem ganhar tempo, até depois das eleições, para negociar de fato o reajuste salarial. Eles querem 114% de reajuste, e tanto o governo quanto os banqueiros privados estão dispostos a conceder apenas 11,87%, o equivalente ao IPC-r de julho e agosto. "Queremos ganhar tempo", afirmou Lourenço do Prado, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Contec). As negociações no setor financeiro estão divididas entre a Contec, que se diz independente, e a Confederação Nacional dos Bancários (CNB), filiada à CUT. Prado, que abriu ontem as negocições com os bancos oficiais, explicou que a Contec não vai entrar com dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), porque já se sabe que a tendência do TST será aplicar a correção ditada pelo governo, com o acumulado do IPC-r. A estratégia é assinar uma pré-convenção que garanta a data-base dos bancários em 1o. de setembro e as cláusulas sociais com o que a categoria já ganhou até agora. A questão salarial seria discutida depois (GM).