O Banco do Brasil espera trocar US$1,6 bilhão em dívida brasileira de longo prazo pelos mesmos bônus ao estilo Brady criados e no acordo de financiamento de US$49 bilhões assinado em 15 de abril deste ano. O BB não converteu essa dívida em bônus para poder salvar o acordo, disse o diretor internacional do BB, João Maria Stefanon. A família Dart, da Dart Container Corp., baseada nos EUA, que é credora de US$1,4 bilhão de dívida comercial estrangeira do Brasil, recusara-se a converter esta dívida. A família Dart está processando agora o Banco do Brasil, o governo Brasileiro e o Banco Central do Brasil para cobrar o que ela considera juros não saldados. "Uma vez terminado o processo, espero que possamos negociar com o Banco Central e a família Dart e resolver o assunto", disse Stefanon. "Esperamos transformar nossa dívida nos mesmos bônus como todos os outros, seguindo as mesmas regras estabelecidas no acordo de refinanciamento", disse. O Banco do Brasil, através de suas subsidiárias no exterior, tem sido um dos maiores credores do Brasil desde que a dívida começou a se formar, começando nos anos 70, como disse Stefanon. "Diferentemente dos Dart, nós nunca compramos títulos da dívida no mercado secundário". O BB tem autorização para emitir até US$500 milhões em eurobônus até o fim de 1994 (GM).