Uma má notícia para os 32 milhões de famintos espalhados por todo o país: nada menos que 5.100 toneladas de produtos estocados pelo governo federal estão, irremediavelmente, estragadas. Outras 86.700 toneladas estão se deteriorando. Do total de produtos já perdidos, entre eles vários alimentos considerados em "condições impróprias para o consumo humano" pelos técnicos do Ministério da Agricultura, a maior quantidade listada é de milho (1.600 t), seguido de vinho (1.900 t), farinha de trigo (883,6 t), arroz (602,1 t), feijão (31,8 t), malva (26,4 t), sisal (1,3 t) e juta (600 kg). O Rio Grande do Sul é o campeão nacional de desperdício. Em quatro vinícolas gaúchas estão estocados o equivalente em peso a 1.900 toneladas de vinho estragado. Em Santa Catarina, três armazéns do estado guardam 804,3 toneladas de farinha de mandioca podre. O Amazonas é o responsável pelo apodrecimento de todo o estoque de juta e malva, assim como o Rio Grande do Norte pelo armazenamento de todo o sisal deteriorado do país. Os outros armazéns estão espalhados por Mato Grosso, Tocantins e São Paulo (JB).