Ele é igualzinho ao Fernando Collor: puro marketing, espeta o adversário Eduardo Azeredo (PSDB). "Seu discurso sugere o embrião de um perigoso populismo de direita", filosofa o prefeito Patrus Ananias (PT). Para o procurador de Justiça de Minas Gerais, Castelar Guimarães, trata-se de um ex-deputado processado por fraude com dinheiro público. Na roda de amigos do governador Hélio Garcia, é só "o menino da Globo". E dai? Para 42% dos eleitores ouvidos pelo Vox Populi (43%, segundo o Ibope), o jornalista Hélio Costa (PP) seria eleito governador de Minas Gerais se o primeiro turno fosse hoje. Para o candidato Hélio Costa, que trocou os escritórios da Rede Globo em Nova Iorque por um mandato na Constituinte em 86 ("Fui nota 10 no Diap", orgulha-se) e depois perdeu o governo de Minas para Garcia, em 90, é muito simples. "Após a eleição, fiz o mesmo que o Lula", explica. "Visitei mais de 700 municípios para agradecer os votos recebidos e aumentei minha base política". As semelhanças com Lula param por aí. Ao contrário do petista, Hélio Costa não encontrou adversário que lhe puxasse a escada dos 40%. Mais: já se prepara para assumir a liderança de um grande partido conservador, a partir do Palácio da Liberdade. "A reforma partidária é inevitável e há espaço para uma grande legenda de centro, para se contrapor ao PSDB", antecipa. No governo do segundo estado da Federação, com um orçamento de R$3 bilhões para 95 (fora US$2 bilhões em financiamentos do Banco Mundial), Costa será o político conservador mais bem fornido de máquina. Vai rivalizar com Paulo Maluf (PPR), que tem mais dois anos na prefeitura de São Paulo (O ESP).