Cresce em níveis recordes a produtividade no setor industrial. De 1990 até o ano passado, as empresas industriais ampliaram sua margem de lucro nas linhas de produção por meio de demissões-- aumentaram o número de unidades fabricadas por empregado mantido na folha de pagamento. Agora, estão conseguindo ampliar ainda mais esse ganho, com a incorporação de novas tecnologias de produção. Uma das principais consequ"ências é a redução do peso dos salários no custo total de produção. Na indústria paulista, que é responsável por cerca de 40% da produção industrial brasileira, a queda da participação dos salários no custo da produção foi bastante expressiva no primeiro semestre: 10,9%, de acordo com dados da FIESP. Significa que as empresas paulistas, na média, chegaram ao final do semestre com um custo salarial 10,9% inferior ao que tinham, em dezembro, por unidade de produção. A modernização tecnológica nas linhas de produção já se reflete no aumento das vendas do setor de bens de capital. Elas cresceram 15,1%, em termos reais, no primeiro semestre (O ESP).