Em resposta a todos que o acusam de estar colocando a máquina do governo a serviço da candidatura do senador Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o presidente Itamar Franco garante: o governo, como instituição, não tem-- e não pode ter-- candidatos de sua preferência nas eleições gerais de três de outubro. Irritado com as críticas feitas pelos candidatos de oposição à suposta utilização da máquina do governo em favor da candidatura de Cardoso, o presidente afirma, categórico: "Eu sempre determinei que o poder do Estado se mantenha distanciado do processo eleitoral". Para manter a coerência, Itamar Franco faz segredo de seu próprio voto-- que ninguém duvida que será de Fernando Henrique Cardoso. Adianta apenas que ele, seus ministros e demais auxiliares de governo votarão nos candidatos para os quais forem aconselhados por sua
81934 consciência. Ou seja: segundo o presidente da República, ninguém em seu governo está sofrendo-- ou sofrerá-- influência para votar em qualquer dos oito candidatos que concorrem à sucessão (JB).