GOVERNO REDUZ II DE PETRÓLEO PARA EVITAR ALTA

A redução nas alíquotas do Imposto de Importação (II) do petróleo e derivados foi a saída encontrada pelos ministérios da Fazenda e das Minas e Energia para evitar um aumento no preço dos combustíveis antes das eleições. As equipes dos dois ministérios, assim como os ministros Rubens Ricúpero e Alexis Stephanenko, avaliam que um aumento no preço dos combustíveis pode prejudicar a campanha presidencial do candidato governista Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Stephanenko é um dos ministros do governo Itamar que mais está engajado na campanha de FHC. Publicamente, ele diz apoiar FHC "como cidadão". A PETROBRÁS vinha reivindicando um reajuste de 5% no preço dos combustíveis. Há cerca de 10 dias, os ministérios decidiram maquear o reajuste através da redução das alíquotas do II. Uma portaria publicada anteontem no "Diário Oficial" da União reduziu de 38% para 25% as alíquotas do II da gasolina, óleo diesel, nafta, óleos lubrificantes, querosene de aviação, entre outros. O II do petróleo bruto caiu de 33% para 20%. O governo isentou o II dos óleos lubrificantes embalados. Oficialmente, a redução do II foi feita com base no relatório da auditoria interministerial realizada na PETROBRÁS, após conclusão de que a reivindicação da estatal era procedente (FSP).