O grande risco embutido no IPC-r (Índice de Preços ao Consumidor do real) acima de 5% previsto para agosto é a volta da indexação-- de novo a corrida de preços e salários para acompanhar a inflação. Isso porque a medida provisória que criou o real garante a reposição da inflação ocorrida na nova moeda por esse índice. A expectativa, agora, é de como as empresas vão absorver esses custos. Se houver repasse aos preços, o sucesso do plano pode ficar comprometido. O índice de agosto surpreendeu o mercado financeiro e os juros acabaram subindo um pouco, mas não se criou um clima pessimista. Existe a compreensão de que essa alta do IPC-r do mês ocorreu basicamente porque o índice absorveu de uma só vez a conversão dos aluguéis para o real e que a alta é localizada no IPC-r. Dessa forma, a tendência seria uma desaceleração forte da taxa em setembro (JB).