A "Marcha Unificada em defesa do emprego, do salário e da cidadania", organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), realizada ontem, se transformou numa manifestação contra o Plano Real e o candidato à Presidência da República pelo PSDB, Fernando Henrique Cardoso. No Rio de Janeiro a passeata reuniu cerca de mil pessoas. Em São Paulo, onde houve a maior manifestação em todo o país, 15 mil metalúrgicos conseguiram paralisar por uma hora as fábricas da Ford, Mercedes-Benz e Toyota e, também, a Via Anchieta. Em Belo Horizonte (MG), apenas cerca de 300 pessoas participaram do protesto. Os metalúrgicos de São Paulo-- que reivindicam 6,8% da inflação de julho-- também paralisaram as fábricas de autopeças Arteb, Sachs, Carfriz e Forjaria São Bernardo. Ao contrário do que ocorrera de manhã, à tarde os sindicalistas não pouparam críticas ao arrocho salarial e ao Plano Real, embora o presidente da CUT, Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, tenha negado que o movimento tinha caráter político e visava a fortalecer a candidatura de Lula. Em Recife (PE), o movimento contou com a participação de 300 pessoas (O Globo) (JB) (O ESP) (FSP).