Os países do Terceiro Mundo que receberão ajuda das Nações Unidas a partir de 95 para combater a fome atacaram ontem, em Nova Iorque (EUA), as políticas do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial (BIRD) para o setor. A crítica saiu de encontro paralelo à 2a. Reunião Preparatório para a Conferência Mundial de Desenvolvimento Social, marcada para março de 1995 na Dinamarca. Representantes de vários países defenderam que o FMI e o Banco Mundial usem seus recursos em projetos e iniciativas diretas para atacar a pobreza. Brasil, Equador, Peru, Malásia, Filipinas, Uganda e Gana, entre outros países, afirmaram que as políticas internacionais, com programas de estabilização "a todo custo" da economia, têm aprofundado ainda mais a miséria. O sociólogo brasileiro Herbert de Souza, o Betinho, articulador nacional da campanha Ação da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida, disse que o aumento da miséria em vários países, inclusive nos desenvolvidos, é um atestado de que tais políticas devem ser revistas (FSP).