O bispo de Duque de Caxias (RJ) e presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (CONSEA), dom Mauro Morelli, atribuiu o atraso na distribuição de alimentos a interferências políticas e entraves burocráticos do governo. Sem apontar os responsáveis pela demora da implantação do programa-- que foi anunciado em abril--, ele admitiu que o momento político eleitoral, no contexto brasileiro, interferiu na execução do projeto. Qualquer ação deste porte, pelo seu volume, sempre demora, só que nós
81879 estamos sentindo que outros elementos têm dificultado aquilo que a
81879 burocracia já torna difícil, explicou. Dom Mauro reconheceu, no entanto, que os candidatos tentarão lucrar eleitoralmente com a distribuição de alimentos, mas que isso não pode impedir a ação do CONSEA. "Não podemos ficar paralisados porque existem problemas de desvios e interferências políticas", disse. Ele garantiu que a distribuição das 400 mil toneladas de alimentos-- milho, trigo e arroz-- do estoque do governo terá início em setembro. O CONSEA prevê que 5 milhões de famílias receberão uma cesta de trigo, arroz e milho, mas ainda não está definida a quantidade para cada local (JB) (O ESP).