ALTERAÇÕES NO CÂMBIO AFETARIAM O MERCOSUL

Ao participar de seminário, no Rio de Janeiro, sobre o Mercosul do ponto vista empresarial, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Winston Fritsch, admitiu que uma eventual desvalorização cambial seria o único obstáculo sério às relações brasileiras no mercado comum. "Devemos estar alerta e evitar choques que afetem a um só país. A formação da união aduaneira é prioritária", esclareceu. Fritsch negou que o governo esteja preocupado com a entrada em excesso de capitais externos, o que poderia afetar a política monetária após a entrada em circulação do real. "Caso haja algum problema, o governo tem um arsenal de medidas para conter o movimento. Além do mais, a forma como a política cambial é conduzida deve, por si só, resolver a questão", observou. O presidente Itamar Franco fará a conferência de abertura da reunião que oficializará, em 17 de dezembro próximo, o Mercado Comum do Sul. O encontro será em Ouro Preto-- cujas condições de transporte, hospedagem, segurança e locais de trabalho estão sendo avaliadas-- e terá também a presença dos presidentes da Argentina, Paraguai e Uruguai (JC).