A CUT (Central Única dos Trabalhadores) está dividida em relação à orientação que adotará nas campanha salariais de mais de 1,5 milhão de trabalhadores que têm data-base entre setembro e novembro. Preocupado com os efeitos negativos de uma onda de greves na candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, o presidente da CUT, Vicente Paulo da Silva, tenta conter os que querem usar as reivindicações salariais para atacar o Plano Real e Fernando Henrique Cardoso. "A mobilização visa desmacarar Fernando Henrique", reage Humberto de Carvalho, da Federação Única dos Petroleiros. Nos últimos dois dias a Executiva da CUT esteve reunida em São Paulo sem chegar a um acordo (O Globo).