O governador do Rio de Janeiro, Nilo Batista (PDT), que assumiu o comando do plano apresentado pelo Movimento Viva Rio para combater a violência no estado, rejeitou a participação das Forças Armadas na repressão ao tráfico de drogas e ao contrabando de armas no qual se abastece o crime organizado. Em almoço no Palácio Laranjeiras, o governador e o ministro da Justiça, Alxandre Dupeyrat, acertaram ontem que a colaboração da União para a segurança pública no Rio se restringirá à presença da Polícia Federal "em ações específicas". O ministro disse que "os militares não são preparados e não têm formação" para combater a delinqu"ência. "É um engano imaginar que o problema da segurança pública pode ser resolvido por essa via", disse o ministro. No próximo dia 15, o superintendente regional da PF, técnicos da Justiça e os secretários estaduais de Polícia Militar e Civil discutirão a repressão ao tráfico no Rio (JB).