Os bancários perderam em quatro anos, a partir de 1990, 156 mil postos de trabalho. Entre março de 90 e janeiro de 94, o número de funcionários no setor caiu 18,9% e hoje existem em torno de 670 mil empregados. Há quatro anos eles somavam 826 mil. A maior redução de vagas neste mesmo período ocorreu no setor privado: dos 500 mil bancários que trabalhavam em 90, hoje restaram 350 mil. Paralelamente, os lucros dos grandes bancos dispararam. A rentabilidade de oito deles do setor privado-- Bradesco, Itaú, Unibanco, Bamerindus, Marcapaulo, Econômico, Real e BCN-- foi de 10,5% em 1992 e de 13,2% no ano passado. Estes dados fazem parte de um mapa do emprego bancário no Brasil, entregue ontem à Federação Nacional dos Bancos (FENABAN) pela Comissão Executiva Nacional dos Bancários. O setor, com data-base em 1o. de setembro, decidiu pela primeira vez incluir um documento que discute a política de emprego dos bancários nas negociações salariais. A categoria está reivindicando reajuste salarial entre 116,95% (piso) e 139,23% e produtividade de 13,2%. Ontem, foram iniciadas as negociações com a FENABAN, acertando o calendário das quatro primeiras reuniões (dias 18, 24, 30 e 31 de agosto). A FENABAN e a executiva dos bancários também acertaram que não recorriam à Justiça do Trabalho este ano (O ESP).