O Partido Liberal (PL) divulgou ontem a carta-renúncia do deputado Flávio Rocha (RN), em que ele abre mão da candidatura à Presidência da República. A desistência de Rocha foi efetivada cinco dias após a denúncia de que seu comitê havia vendido bônus eleitoral com deságio. Na carta-renúncia, Rocha afirma que não há acusação contra ele, mas contra seus auxiliares, envolvendo uma "quantia ridícula". A "Folha de S.Paulo" comprou R$140 mil em bônus pela metade do valor. Os R$70 mil de deságio, classificados pelo candidato de "quantia ridícula", seriam suficientes para comprar 10 carros populares ou um apartamento de dois quartos. Rocha afirmou que sai do processo eleitoral. Não pretende apoiar nenhum outro candidato, mas se diz "soldado do partido". A renúncia não extingue o processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apurar a venda de bônus com deságio. Agora, oito candidatos disputam o Palácio do Planalto (FSP).