Um estudo do Departamento de Economia da FIESP mostra que até na chamada década perdida (1983/93) o Brasil teve pontos positivos em alguns setores, como a abertura da economia, apesar de as importações representarem ainda apenas 5,8% do PIB do país. Outros indicadores positivos levantados pelo estudo foram as taxas médias de crescimento anual da produção de aço (3,6%), de papel e papelão (3,2%), de veículos (5,4%), de cimento (2,3%) e de alumínio (9,1%). A FIESP reconhece que nem todos os setores mostraram crescimento tão acentuado, pois o PIB industrial evoluiu desde 1984 ao mesmo ritmo do crescimento populacional, 1,9% ao ano. Vários produtos agropecuários também tiveram crescimento anual superior ao da população, como o abate de aves (6,3%), carne bovina (4,6%), trigo (5%) e milho (4%). De acordo com o estudo, a oferta de produtos agrícolas por habitante aumentou no período em análise e a produção global do setor agropecuário cresceu 2,3% ao ano. Mesmo reconhecendo a concentração de renda no país, o levantamento da FIESP informa que foram os empregos os responsáveis pelo aumento da renda per capita dos brasileiros de US$2.780 em 1984 para US$2.930 em 1993, um crescimento de 5% em termos reais (O ESP).