O ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero, pediu a sua assessoria que elabore projetos para a desregulamentação do mercado de trabalho e a reforma dos sistemas tributário, da Saúde e da Previdência. Ele quer relançar, depois do primeiro turno das eleições, o debate sobre as reformas estruturais da economia, que foi abandonado com o fracasso da revisão constitucional. O ministro disse que algumas das medidas não exigem reforma da Constituição, mas não especificou quais. O ministro disse que essas reformas são fundamentais para um novo projeto nacional, que começa a ganhar consistência com a estabilidade da economia. Segundo ele, "os problemas sociais do Brasil não serão resolvidos pela quimera socialista, que não deu certo em lugar nenhum do mundo, mas pela criação de empregos". Para isso, segundo ele, é preciso reduzir os encargos sociais, que elevam o custo da mão-de-obra e empurram as empresas para a ilegalidade. Além disso, deve-se abandonar os projetos gigantescos e investir na fórmula das pequenas e médias empresas. Segundo ele, se não for possível aprovar as reformas, o país entrará numa grave crise. Ele enfatizou a necessidade de alianças para pôr em prática esse projeto. O presidente eleito, segundo Ricúpero, precisa se engajar na mobilização pelas reformas e formar uma maioria que o apóie no Congresso, ou não será possível fechar o Orçamento de 1996, que não contará com o FSE (Fundo Social de Emergência) nem com o IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira) (O Globo).