Investigação da Secretaria da Administração Federal (SAF) descobriu que pelo menos três mil pessoas entraram clandestinamente nos computadores que preparam as folhas do funcionalismo. Para entrar no sistema, até a senha de mortos foi usada. A de uma funcionária era válida 11 meses após sua morte. Um cadastrador clandestino se registrou com o apelido de Fantasminha Camarada. Dois servidores federais em Roraima receberam, cada um, R$81 mil em um mês. A auditoria ocorreu em outubro de 1993. Até agora ninguém foi processado. O ministro-chefe da SAF, Romildo Canhim, disse que o sistema de fiscalização é frágil (FSP).