Segundo relatório divulgado ontem pelo Banco Mundial (BIRD), a população mundial vai crescer 50% até o ano 2030, atingindo a cifra de 8,5 bilhões de pessoas. Os países em desenvolvimento serão responsáveis por 90% do aumento populacional. A população da África crescerá 116%, a da América Latina 51% e a da Ásia 47%. Os dados servirão de base para a conferência sobre população e desenvolvimento que será realizada no próximo mês no Cairo (Egito). De acordo com o relatório, o número de habitantes da África passará dos atuais 720 milhões para 1,6 bilhão, o da América Latina, de 475 milhões para 715 milhões e o da Ásia, de 3,4 bilhões para 5,1 bilhões. Na Europa, o crescimento será de apenas 1%: a população européia, que atualmente é de 731 milhões, subirá para 742 milhões até o ano 2030. Essas cifras são baseadas em previsões do que acontecerá no mundo se
81713 continuarmos pelo mesmo caminho, afirmou Tom Merrick, um dos especialistas em demografia do Banco Mundial. O BIRD concorda com os princípios básicos que a ONU pretende discutir na conferência do Cairo. "O Banco Mundial acha que os abortos clandestinos constituem um sério problema de saúde. Existem mulheres que morrem por causa de abortos clandestinos e a melhor maneira de evitá-los é adotar um sistema de planejamento familiar são, eficaz e culturalmente aceitável", disse Merrick. Os cinco países que terão maior crescimento serão Omã (209%), Níger (198%), Iêmen (187%), Etiópia (180%) e Angola (175%). A população dos EUA aumentará 24%, passando dos atuais 295 milhões de habitantes para 368 milhões. Em algumas nações européias, no entanto, a população diminuirá: Alemanha (9,4%), Itália (8,1%), Hungria (7,9%) e Espanha (3,6%). O documento divulgado ontem repete a tendência dos últimos relatórios preparados sobre o assunto. Em julho, a ONU afirmou que, sem um controle de natalidade mais rígido, o planeta chegará ao ano 2050 com 12,5 bilhões de pessoas. O Brasil, segundo as Nações Unidas, tem a quinta maior população do planeta-- 155,3 milhões--, que poderá dobrar em 40 anos (O Globo).