CBF PAGA O QUE DEVE À RECEITA FEDERAL

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Receita Federal fizeram as pazes. Mas quem vai pagar pelo acordo quanto às 17 toneladas de bagagem trazidas dos EUA pela seleção brasileira são os jogadores, funcionários e integrantes da comissão técnica. Do prêmio pelo tetracampeonato na Copa 94, a CBF, que perdeu a isenção da cota de importação de US$500, vai descontar o valor a ser recolhido, de US$100 mil, que será pago em três parcelas de US$34 mil. "Daqui a dois dias vamos estar quites com a Receita", disse um diretor da entidade, acrescentando que "quem acabou perdendo com isso foi a CBF". Sylvio Sá Freire, inspetor-chefe da Receita Federal no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (AIRJ), explicou que a suspensão da isenção de US$500 por pessoa teve como causa a liberação da bagagem de mão. "A cota mínima podia estar dentro da bagagem de mão", justificou. Segundo ele, o valor dos impostos foi um exercício de adivinhação. "Não tínhamos como avaliar o total real dos impostos depois que as bagagens saíram nos caminhões", disse (O Dia).