FRONTEIRA NORTE TERÁ ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO

Uma das principais orientações do projeto estratégico Calha Norte estará consolidada até o final deste ano, quando a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) concluirá a criação de sete áreas de livre comércio ao longo dos 11 mil quilômetros de fronteiras da Amazônia. Já operam regularmente as áreas de comércio de Tabatinga (AM), fronteira com Peru e Colômbia, de Macapá-Santana (AP) e a de Guajará Mirim (RO), fronteira com a Bolívia. A Suframa anunciou que vai instalar nos próximos meses as quatro áreas de comércio restantes-- Pacaraima (RR), fronteira com a Venezuela, Bonfim (RR), fronteira com a Guiana, e as de Cruzeiro do Sul e Brasiléia, ambas no Acre, próximas às fronteiras boliviana e peruana. Uma oitava área de livre comércio pode ser implantada na região conhecida como Cabeça do Cachorro, com sede em São Gabriel da Cachoeira (AM), caso venha a ser aprovada pelo Congresso Nacional. Elas vão representar sete importantes pontos de desenvolvimento
81700 econômico e ocupação de fronteira na Amazônia, diz o superintendente da Suframa, Manuel Rodrigues, garantindo que as áreas de livre comércio não vão atrapalhar o crescimento de outras regiões do país. As empresas instaladas nas sete áreas terão isenção total do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e de Imposto de Renda durante 10 anos, concedida pela Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) (JB).