PREÇOS DEVEM BAIXAR COM O MERCOSUL

Com a assinatura do Protocolo de Buenos Aires, no último dia cinco, que consolidou a união alfandegária do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, a partir de janeiro do próximo ano, a competitividade das indústrias deve ficar maior e os preços dos produtos também devem baixar. O MERCOSUL já é o maior bloco econômico na América Latina, com quase 200 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$800 milhões. Alguns analistas e empresários prevêem que os preços dos alimentos, eletrônicos e alguns produtos de outros setores devem cair. As novas regras acertadas na semana passada devem ainda provocar crescimento das importações, obrigando as indústrias a conseguir maior especialização. Com a Tarifa Externa Comum (TEC) definida, um televisor importado do Japão, por exemplo, poderá tanto ser comprado no Brasil, Argentina, Uruguai ou Paraguai, porque a alíquota de importação será igual para todos. Já um carro ou uma máquina não terão o mesmo tratamento. Até o ano 2001, as tarifas nacionais para esses setores terão de ser convertidas à taxa de 14%. O mesmo vai ocorrer para micro, periféricos e outros produtos do setor, que em 2006 terão de estar com uma TEC de 16%. Ou seja, comprar agora um desses produtos na Argentina, por exemplo, sai bem mais barato que no Brasil, já que a alíquota de importação hoje nesse país é zero (O ESP).