Nos próximos cinco meses os governos e as empresas de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai deverão adaptar suas políticas nacionais e estratégias de negócios ao espaço econômico do MERCOSUL. A data da sua inauguração foi confirmada para 1o. de janeiro de 1995 e seus quatro sócios estão iniciando uma corrida contra o tempo para que esse novo mercado-- um misto de zona de livre comércio e de união aduaneira ainda parcial-- entre em funcionamento. O mais importante que nos falta é iniciar a discussão sobre a criação
81695 de instituições que tomem decisões. Como tomaremos decisões futuras?
81695 Será por voto? Será por consenso? Ainda não sabemos e falaremos sobre
81695 isso neste segundo semestre, observou ontem o secretário de Relações Econômicas Internacionais da Argentina, Jorge Campbell. Na falta de um órgão institucional definitivo com poder para avaliar regras e tomar decisões-- a exemplo da Comissão Européia, autoridade executiva da União Européia--, os sócios do MERCOSUL criaram uma comissão de comércio. Será coordenada pelas chancelarias dos quatro países e terá como tarefa principal estudar toda a sorte de problemas de ordem prática que certamente surgirão, desde acusações de "dumping" até entraves burocráticos nas fronteiras. A primeira reunião está marcada para 1o. de outubro (GM).