TST SEGUIRÁ REGRA DO GOVERNO NA BATALHA DOS DISSÍDIOS

O governo deverá ter na Justiça do Trabalho um forte aliado na luta para evitar que os trabalhadores consigam repor nas suas datas-base as perdas salariais anteriores ao Plano Real. Desde o Plano Collor, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) vem adotando uma rígida regra: não conceder qualquer recomposição de perdas acima do que prevê a lei salarial. Como a lei 8.800 só permite a correção pelo IPC-r registrado a partir de 1o. de julho, a tendência do TST é vedar o repasse ao salário da inflação anterior ao real. A postura adotada pelo TST até agora poderá jogar por terra a reivindicação de petroleiros e bancários, que lutam por reajustes entre 108% e 118% a partir de 1o. de setembro para repor perdas anteriores ao real. As duas categorias, que estão entre as mais organizadas do país, entendem que a mudança na moeda não pode subtrair a inflação do cruzeiro real. O governo, porém, não pretende conceder aos funcionários das estatais nada além do IPC-r de julho e agosto, que somados devem ficar entre 8% e 9% (O Globo).