Por exigência do Ministério da Aeronáutica e da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), uma empresa nacional, a Esca Engenharia de Sistemas de Controle e Automação, vai participar do projeto do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) sem se submeter a licitação pública. A empresa, que tem um coronel reformado da Aeronáutica como um dos acionistas majoritários, vai faturar cerca de US$250 milhões no período de oito a 10 anos de instalação do sistema. O custo total do Sivam é de cerca de US$1,3 bilhão. O grupo Esca está se associando à Raytheon, companhia norte-americana que venceu há duas semanas a concorrência internacional para o fornecimento de equipamentos para o Sivam. A Esca, como empresa 100% brasileira, foi escolhida pelo governo federal entre outras do setor para ser a Integradora" do Sivam. Na licitação internacional, iniciada em abril desse ano, foi estipulado pela SAE que a vencedora da concorrência deveria se consorciar à Esca, para assegurar ao Brasil o controle de informações estratégicas que limentarão o banco de dados do Sistema de Vigilância da Amazônia (O ESP).