INDÚSTRIA CAPTALIZADA COMEÇARÁ A ADMITIR

As empresas brasileiras, capitalizadas, não dependem de recursos de terceiros nem de grandes ajustes para retomar a produção, o que descarta, de imediato, a ameaça de demissões como forma de compensação à perda de lucros no mercado financeiro. A avaliação é do diretor do Centro de Estudos de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), José Francisco Filho. Posição idêntica tem o vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN), Antenor Barros Leal, para quem, no prazo máximo de um mês, alguns setores industriais do estado, entre os quais o de alimentos, começarão a admitir pessoal para atender à demanda criada com a estabilização de preços provocada pelo Plano Real. Barros Leal reconhece que alguns setores, entre os quais o financeiro, serão forçados a demitir, mas afirma que o desemprego localizado "é o custo válido do processo de retomada do equilíbrio da economia". O empresário aposta na tendência de as empresas, muito em breve, começarem a contratar em larga escala, para atender ao crescimento da economia, que deve ser paulatino, dentro de um processo em que os erros sejam corrigidos e os
81670 acertos adequadamente faturados (JC).