CASA PRÓPRIA GANHARÁ MAIS R$3 BILHÕES

O expressivo crescimento nos depósitos em caderneta de poupança vai injetar cerca de R$3 bilhões no mercado financeiro para financiamento de imóveis novos e usados, até o fim do ano. É o que estima o diretor de Crédito Imobiliário do Banco Bamerindus, Ênio Ribeiro de Almeida. Levando-se em conta que o valor médio de cada financiamento concedido pelo sistema é de R$50 mil, pelo menos 60 mil pessoas poderão ser beneficiadas com linhas de crédito para a compra da casa própria. Segundo Almeida, desde o início de 1990 não se tinha tanto dinheiro disponível para o financiamento de imóveis. Com o fluxo de dinheiro aumentando na poupança-- os bancos são obrigados a repassar 70% dos recursos captados pela caderneta para o financiamento de imóveis-- muitas instituições que estavam com as carteiras de crédito imobiliário fechadas já começam a reativá-las. São os casos do Bradesco, Itaú e Bamerindus, três dos mais importantes administradores de recursos aplicados na caderneta. Para ter acesso às linhas de financiamento de imóveis é preciso ser cliente dos bancos repassadores dos recursos, mesmo que as contas correntes sejam abertas no mesmo dia em que houve a solicitação do crédito. Há financiamentos disponíveis através do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), no qual o limite máximo financiado é de 7.500 Unidades Padrão de Financiamento (UPFs), correspondente a R$59.250,00. Caso o financiamento seja efetuado através da carteira hipotecária, o limite máximo de financiamento é de 15 mil UPFs (R$118.500,00). As prestações são atualizadas ou pela variação do rendimento mensal da caderneta ou por juros de 12% ao ano acima da variação da TR. No geral, as prestações não podem comprometer mais do que 30% da renda mensal do comprador do imóvel. Segundo as regras estabelecidas pelo governo, não é possível conseguir mais do que um financiamento através do SFH. É uma forma de dar maior oportunidade de à população ter acesso à casa própria (JB).