Os altos preços do açúcar no mercado internacional, sustentados pela quebra das safras indiana e cubana, estão provocando um forte aumento nas exportações brasileiras do produto. Agora em agosto devem ser embarcadas pelo porto de Santos (SP), um volume recorde desde que as usinas do Centro- Sul do país, concentradas em São Paulo, foram autorizadas a vender para o mercado externo, em 1991. O porto movimentou somente em julho último 254,022 mil toneladas de açúcar, volume que aproxima-se das exportações efetuadas ao longo de todo o primeiro semestre do ano passado, de 258,565 mil toneladas. Nos primeiros seis meses deste ano, os embarques já somam 514,694 mil toneladas, ou o dobro do volume exportado em igual período do ano passado. Atualmente, até mesmo pela menor pressão de compra da Índia, os preços internacionais cederam. Ontem, em Londres, o açúcar refinado fechou a US$315 por tonelada. O produto brasileiro é negociado com um deságio de cerca de US$22 a US$24 por tonelada sobre as cotações de Londres, para mercadoria colocada no porto de Santos. Já as importações brasileiras de álcool vêm crescendo no mesmo ritmo das exportações de açúcar pelo país, uma vez que as usinas deixaram de produzir o combustível para tirar vantagem dos altos preços recebidos no mercado internacional para o segundo produto. As aquisições de álcool etílico para fins carburantes importado já somaram US$145 milhões/Fob, nos primeiros seis meses do ano, com expansão de 1.180% sobre igual período de 1993. Durante todo o ano passado, elas não passaram de US$53 milhões/Fob e ficaram em US$14,2 milhões em 1992. Até junho último, o Brasil adquiriu 480,2 milhões de litros de álcool etílico para suprir as necessidades do abastecimento interno. A PETROBRÁS é a maior importadora, com gastos de US$48,5 milhões e participação de 25% sobre o total comprado (GM).