A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou no primeiro semestre lucro líquido de US$46 milhões, cifra que no mesmo período do ano passado foi de US$3 milhões, e em todo o ano passado, de US$20 milhões. A empresa, que apresentava caixa negativo quando foi privatizada, em abril de 1990, agora tem em caixa US$500 milhões. Para os funcionários, individualmente seus maiores acionistas, com 10,5% do controle, o desempenho das ações significou um lucro de 275%, já descontada a inflação do período: o lote de mil ações adquiridas por US$8,00 em média, na época da privatização, hoje vale US$30. Menos de 1% dos empregados que compraram ações na privatização venderam seus papéis. A empresa passa ao primeiro lugar entre as maiores companhias do setor privado brasileiro-- posição que, segundo seu presidente, Sylvio Coutinho, é mais expressiva se for considerado que no final dos anos 80 a CNS quase fechou, tão grandes eram seus prejuízos. De 1990 até agora a produtividade da empresa (diretamente na produção) saltou de 183 toneladas homem/ano para 307 toneladas homem/ano e o salário médio, que era de cerca de US$600, está em US$1,1 mil. A média histórica de demissões da CSN, de 100 por mês, baixou para 60. Em 1993 foram admitidos 700 empregados e o efetivo próprio hoje é de 15 mil pessoas. Até 1989, a CSN investirá cerca de US$950 milhões em modernização. Com faturamento de US$800 milhões no primeiro semestre, a meta da CSN é obter receita de US$1,7 bilhão em 1994 (O ESP).