PROFISSIONAIS NÃO TERÃO LIVRE ACESSO AO MERCOSUL

Médicos, dentistas, professores, engenheiros e profissionais liberais não terão livre acesso ao mercado de trabalho da Argentina, Uruguai e Paraguai, que integram o MERCOSUL com o Brasil. Ontem, o ministro da Educação, Murilio Hingel, admitiu em Buenos Aires (Argentina) que o reconhecimento de diplomas não será automático e que em uma primeira fase somente será possível convalidar o ensino fundamental e médio. "As pessoas, para exercerem suas profissões, terão que ter seus diplomas reconhecidos pelas universidades federais", informou Hingel, assegurando que também as universidades brasileiras serão criteriosas para convalidar um diploma argentino, uruguaio ou paraguaio. "A proposta não é alterar currículos escolares. Mas apenas, nesta primeira fase, buscar equivalência dos currículos", comentou o ministro. Hingel disse ainda que não espera problemas como o que ocorreu com os dentistas brasileiros em Portugal. "Lá a situação é diferente, porque em Portugal, embora haja a reciprocidade cultural, não existe o curso de dentista", disse (JC).