O MERCOSUL já começou a estimular ações concretas, não só dos agentes econômicos, como também da polícia. Temas e preocupações sobre a criminalidade, que interessam ao Brasil, à Argentina, ao Uruguai e ao Paraguai começaram a ser debatidos ontem no Encontro de Chefes de Polícia do MERCOSUL, na cidade argentina de Iguazú. Interadequação de equipamentos de telecomunicações e informática, troca de informações sobre criminosos e crime organizado entram no debate, para que as polícias dos quatro países estejam preparadas para agir quando o MERCOSUL for implantado, em 1995, já que acabarão ou serão reduzidos os controles de fronteira. "Para o criminoso, não existe fronteira, e as polícias necessitarão trocar informações, mas apenas sobre o crime comum e o crime organizado, seja o tráfico de drogas, no contrabando de veículos, as quadrilhas etc.", explicou o presidente da Associação Nacional de Chefes de Polícia Civil do Brasil, delegado Newton Muller Rodrigues, um dos participantes do encontro. Os policiais estão analisando as legislações existentes e estudando sugestões para ajudar e facilitar o combate ao crime organizado. "Cada país e cada polícia vai manter suas fronteiras e estruturas, mas será necessária essa troca de informações e intercâmbio de metodologia de trabalho para facilitar a ação policial e a defesa das populações das quatro nações contra a criminalidade", frisou Rodrigues (JB).