CENSO REVELA QUE MULHERES GANHAM POSIÇÕES

Pelo Censo de 1991 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as mulheres brasileiras crescem em número e importância. Elas já são maioria-- com tendência a aumentar a proporção em relação aos homens-- e passaram a assumir funções antes quase exclusivas dos homens, como a chefia de famílias. O Nordeste continua com a mais baixa proporção de homens no país, enquanto no Sul e Sudeste houve uma pequena redução. A tendência de maior proporção de homens do que de mulheres foi verificada nas regiões Norte e Centro-Oeste. Ao mesmo tempo em que cresceu o número de mulheres, aumentou também, em todas as regiões, nas áreas urbanas e rurais, a proporção de chefes de domicílio do sexo feminino. No Nordeste foi registrada a maior proporção de chefes de família mulheres, passando de 16,6% em 1980 para 19,5% em 1991. O destaque na região foi para os Estados de Pernambuco e Sergipe, onde mais de 21% dos domicílios são chefiados por mulheres. Em 11 anos, de 1980 para 1991, esta proporção aumentou em todas as regiões: passou de 14,9% para 18,6% no Sudeste; de 13,2% para 17,0% no Centro-Oeste; e de 12,1% para 16,0% no Sul. Analisando as unidades da Federação, o Rio de Janeiro (com 23,1%) e o Distrito Federal (22,8%) têm as maiores proporções de chefes mulheres; e Rondônia tem a menor, com 11,7%. De acordo com o Censo, com exceção das regiões Norte e Centro-Oeste, o número de homens diminuiu no resto do país de 1980 para 1991. No Nordeste são 95 homens para cada 100 mulheres. Na região Sudeste, essa proporção baixou de 98,9 para 97 homens para cada grupo de 100 mulheres. No Sul, antes eram 100,3 homens para 100 mulheres, agora são 98,5. Isoladamente, o Distrito Federal e o Rio de Janeiro são as unidades da Federação que apresentam a maior proporção de mulheres em todo o Brasil (92,3 homens para cada 100 mulheres e 93,2 respectivamente), enquanto Roraima se destaca pelo maior percentual de homens (123,4 para cada grupo de 100 pessoas do sexo feminino) (JC) (O ESP).