TAXA DE ANALFABETISMO CAI PARA 20% NO PAÍS

Apesar de o Censo de 1991 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) constatar uma queda no índice de analfabetos em todos os estados do país entre 1980 e 1991, estatísticas preliminares apontam que o analfabetismo ainda atinge cerca de 20% dos brasileiros (29,4 milhões de pessoas). Em 1980, 25,5% dos brasileiros acima de 10 anos de idade não sabiam ler e escrever. Mesmo sem os números do Estado do Pará, estima-se que o percentual de queda em todo o país foi de 22,51% na última década. A taxa caiu porque o nível de escolarização melhorou para os mais jovens e os analfabetos mais velhos morreram. Isso provaria a falência dos programas de alfabetização de adultos. Confirmaria ainda a tendência às diferenças nos índices de analfabetismo entre os grupos jovens e velhos. No Sul, por exemplo, onde as taxas são baixas, há 3,8% de analfabetos entre 15 e 19 anos. Mas entre os que têm mais de 60 anos, a taxa sobe para 33,6%. O número de chefes de família alfabetizados cresceu. Enquanto no último censo a maioria era analfabeta ou não tinha completado o primário, hoje a maioria tem no mínimo o curso primário completo. No Nordeste, o número de analfabetos continua alto. Quase a metade dos chefes de família é analfabeta (46%) e os que possuem curso primário completo atingem apenas os 18,4%. É na região Nordeste que estão os maiores índices de analfabetismo do país-- 37,54% da população. Estados como Alagoas, Piauí, Maranhão e Paraíba ainda têm mais de 40% de analfabetos, o dobro do índice nacional. As áreas urbanas continuam detendo os maiores índices de pessoas alfabetizadas em relação às rurais. Em algumas regiões, como o Sudeste, a zona rural chega a ter quase três vezes mais analfabetos do que a urbana (FSP) (JC) (O ESP).