As 500 maiores empresas brasileiras não-financeiras de capital aberto no ranking de 1993 da Fundação Getúlio Vargas (FGV) tiveram um crescimento de 200% no lucro líquido em relação ao ano anterior. O lucro deste conjunto de empresas pulou de US$1 bilhão para US$3 bilhões. O setor industrial foi o que mais ganhou, saindo de um prejuízo de US$200 milhões para um lucro de US$1,1 bilhão. O setor de serviços engordou em 50%, passando de US$1,2 bilhão em 1992 para US$1,8 bilhão. Já o setor agrícola ficou estável, com US$100 milhões de lucro. A receita líquida dessas empresas cresceu 13% em relação a 1992-- setor industrial, 9%, de serviços, 24%, e o agrícola ficou estável. A agricultura reduziu custos em 25%, mas o setor industrial aumentou em 8% e o de serviços, 14%. O investimento em capital fixo cresceu 5%. O faturamento médio também cresceu: 13%, com a estabilidade no setor agrícola e crescimento na indústria (9%) e serviços (24%). O grau de liquidez cresceu de 0,68 para 0,82 e o grau de endividamento das 500 empresas pesquisadas passou de 0,54 para 0,47. Segundo a FGV, os maiores lucros em 1993 foram da TELEBRÁS (US$1,5 bilhão), PETROBRÁS (US$672 milhões) e TELESP (US$505 milhões). Os maiores prejuízos ficaram para a RFFSA (US$1,1 bilhão), Eletropaulo (US$718 milhões) e CESP (US$624 milhões) (O ESP) (FSP).