A Venezuela pediu apoiou ao Brasil, México, Colômbia e Argentina para um esforço diplomático que seria a derradeira tentativa de resolver a crise do Haiti por meios pacíficos. O ministro do Exterior venezuelano, Miguel Burelli Rivas, disse que era uma "grande oportunidade para aplicar uma medida enérgica mas pacífica, que evite ao Haiti e ao mundo a vergonha de uma intervenção armada". Rivas disse que é preciso evitar o "precedente funesto" de uma ação militar, ressaltando que seu país é contra a intervenção militar em qualquer país da América Latina. A proposta venezuelana é de que uma "missão de alto nível" vá a Porto Príncipe tentar convencer os militares a deixar o poder pacificamente. Os EUA garantiriam a segurança dos militares golpistas e vão ajudá-los a alcançar um país que se disponha a conceder-lhes asilo. O ministro disse ainda que a Venezuela está disposta a buscar uma saída negociada "até o último momento", mas revelou que um avião venezuelano está pronto para ir a Porto Príncipe ajudar na retirada dos estrangeiros que estão na ilha (JB).