A coordenação do movimento Viva Rio entregou ontem ao secretário de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Arthur Lavigne, o manifesto o Rio Unido Contra a Violência. O documento contém cerca de 80 assinaturas de Organizações Não-Governamentais (ONGs), associações empresariais, lideranças religiosas e civis, intelectuais, órgãos de imprensa, sindicatos e associações de classe. No manifesto, os signatários afirmam que as medidas emergenciais, embora insuficientes para solucionar os problemas de fundo, são indispensáveis para paralisar a crise atual e sinalizar que o Rio de Janeiro uniu suas forças para enfrentar a violência que ameaça a vida da cidade. Para o coordenador do movimento, Rubens César, a violência não poderá ser combatida enquanto não se estancar a entrada de armas na cidade. Entre as medidas de adoção imediata, foram reivindicadas a mobilização da Polícia Federal, com o apoio das Forças Armadas, para o controle do contrabando de armas e drogas; uma nova política de segurança para as favelas, substituindo-se o atual esquema de invasões pelo policiamento regular e permanente; controle rigoroso do Estado sobre o porte de armas; e, ainda, colaboração da mídia, para que os moradores do Rio de Janeiro tenham sinais que lhe devolvam a esperança (JC).