AGRICULTURA É IMPASSE NO MERCOSUL

Fora dos holofotes que põem em evidência os setores de informática e bens de capital como os impasses do MERCOSUL, os quatro países estão empenhados em contornar as dificuldades num complicado setor: o agrícola. A regra geral será formar uma cadeia de alíquotas externas comuns, na qual as taxas sobre os insumos não poderão ser maiores que as dos produtos finais. O resultado é que tarifa de importação de alguns produtos agrícolas no Brasil pode subir bastante. Nas reuniões, em Buenos Aires, trabalha-se com sugestão de alíquotas de 6%, por exemplo, para o algodão, considerado produto final. Hoje, esta alíquota é de zero, no Brasil. Quem não vai gostar é o setor têxtil. Em contrapartida, as tarifas sobre máquinas e equipamentos, considerados insumos, podem descer da média atual de 25%. No governo, os aumentos não são considerados expressivos. "Não existem grandes problemas porque as alíquotas aplicadas pelos quatro países são muito pequenas e parecidas", explica uma fonte do Minstério da Agricultura. Mas é fato que a importação de alguns produtos, como trigo, pode ficar mais caro depois do MERCOSUL (JB).